
A safra da tainha por arrasto de praia em Santa Catarina foi encerrada neste domingo (7) após atingir 90% da cota permitida para 2026, equivalente a 1.332 toneladas. Considerada uma das maiores safras dos últimos anos, a pesca foi interrompida apenas 38 dias após o início da temporada.
O encerramento gerou manifestações de lideranças do litoral catarinense. O prefeito de Itapema, Alexandre Xepa, criticou a decisão do Governo Federal, afirmando que muitas famílias aguardam o ano inteiro pela safra da tainha e dependem da atividade para garantir renda.
Segundo o prefeito, a medida afeta diretamente pescadores artesanais e foi tomada sem diálogo com quem vive da pesca. Xepa destacou ainda que a tainha representa não apenas uma fonte de sustento, mas também uma tradição cultural e parte da identidade da cidade.
Especialistas apontam que a chamada "supersafra" deste ano pode ter sido favorecida por condições climáticas, como ciclones extratropicais formados na Argentina, que contribuíram para a migração dos cardumes em direção ao litoral catarinense.
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